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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

SANTA MÔNICA

Santa Mônica nasceu no ano de 332 e  foi a mãe do nosso grande Santo Agostinho.  
                                                Os pais de Santa Mônica, muito piedosos, confiaram-lhe a educação a uma senhora de grandes virtudes, ligada à família por íntima amizade.  Embora branda e suave no modo de educar a menina, com firmeza aplicou os princípios sãos da pedagogia cristã, acostumando a educanda às práticas de  uma mortificação prudente e moderada. Regra, cuja observação exigia e que por Santa Mônica era fielmente observada, era não tomar alimento de espécie alguma, a não ser na hora  das refeições.   Apesar deste regime salutar, deixou-se  Mônica  levar por uma natural inclinação ao vinho. Devido à sua sobriedade e espírito de mortificação, era ela de preferência mandada  à adega, buscar vinho para a mesa. A ocasião de levar o precioso e  saboroso líquido, era demais propícia, para que  não fosse  aproveitada pela menina.  Como não houvesse nenhuma reprovação da parte dos pais que, aliás, nada podiam suspeitar, Mônica adquiriu o costume de beber vinho.  
                                                Deus , porém , enfastiou-a de  um hábito,  que mui facilmente poderia  ter-se transformado num vício pernicioso.  Em uma daquelas contendas, que soem haver na vida familiar e  entre a criadagem, Mônica foi ofendida por uma palavra mordaz de uma criada, a qual, num ímpeto de raiva, a chamou de beberrona, dizendo  que não havia mais em casa que não soubesse das libações clandestinas. Mônica, não tanto pela ofensa que sofrera, porém, mais pelo conhecimento do seu proceder incorreto, tomou a  resolução de  abster-se completamente do vinho, propósito  que cumpriu  rigorosamente. 
                                                Pouco depois, recebeu o santo Batismo, cuja graça conservou por toda a  vida, pela pureza da fé e  pela santidade de  vida.  Grande foi a sua caridade  para com os pobres. Sabendo que era difícil conservar-se na graça de Deus, evitava  os divertimentos profanos, fugia das ocasiões perigosas e desprezava as  exigências e extravagâncias da moda. 
                                                Tendo  chegado à cidade própria, os pais casaram-na  com um cidadão de  Tagaste, na África, de nome Patrício, que era filho de  família ilustre, mas pobre, pagão e  homem de sentimentos  rudes. O caráter  indômito e violento do marido era para a esposa uma fonte de sofrimentos e  provações,  as mais duras.  Mônica  sofreu tudo  com paciência e mansidão, não respondendo a Patrício, senão por obras de uma caridade  sem limites e pela oração.  Longe de  se  queixar ou prestar ouvido às más línguas, que procuravam semear-lhe discórdias  no lar, Mônica defendia o marido e não tolerava que o difamassem em sua presença. Deus recompensou esta dedicação, tendo Mônica a satisfação de ver a conversão do marido. Do seu matrimônio, Mônica teve dois filhos, Agostinho e Navígio e uma filha Perpétua,  que se fez  religiosa.  O mais velho, Agostinho,  causou grandes amarguras  à mãe, até que enfim,  pela conversão e completa  mudança de vida, se lhe tornou uma  glória. 
                                                Embora não lhe deixasse faltar bons  conselhos e apesar de o educar  nos princípios  da Religião Católica, a vivacidade, a inconstância e  a  volubilidade  do filho inspiravam à boa mãe sérios cuidados e  abriram-lhe  uma expectativa pouco lisonjeira para o futuro do menino. Por este motivo e temendo que perdesse a graça do Batismo, não o apresentou para ser batizado. Os fatos provaram como eram fundados  os receios  da mãe. Agostinho desde os verdes anos se  inclinou para o mal e mais tarde se  filiou à seita dos Maniqueus. 
                                                Dezessete anos contava Agostinho, quando perdeu o pai. Para continuar os estudos, dirigiu-se  para Cartago. O Coração de Mônica sofreu atrozmente com as  notícias  desoladoras, que continuamente  recebia do filho. Tão magoada ficou, que chegou a fechar a  este  a porta da sua casa. Deus, porém,  consolou-a em visões misteriosas, mostrando-lhe a futura conversão de Agostinho. Confortada desta sorte, consentiu que este tornasse a morar em sua casa e lhe assentasse à mesa. 
                                                Nem assim deixou de rezar constantemente pela conversão do filho e  pedir a outros que o mesmo fizessem. Recomendou-o a diversos bispos, entre estes a um, que também tinha pertencido à seita dos Maniqueus. Este muito a animou, dizendo-lhe: "O coração de  teu filho não está ainda preparado, mas Deus determinará o momento. Vai e  continua a rezar: é impossível que se perca um filho de tantas lágrimas". 
                                                De fato, soou a hora da conversão de  Agostinho. Este que era a lente da arte retórica em Cartago, começou a  conhecer os erros da  seita dos Maniqueus e  a experimentar nojo dos seus vícios. De Cartago dirigiu-se Para Roma e  de lá para Milão, onde Santo Ambrósio era Bispo. 
                                                Sabendo do plano de  seu filho, de ir para Roma, Mônica quis acompanhá-lo. Agostinho, porém,  soube habilmente se  furtar à companhia da mãe. Sem avisar, tomou um outro navio e quando ela chegou ao lugar do embarque, ele  já havia partido. 
                                                Mônica sabendo da mudança do filho para Milão, seguiu-o e teve o consolo de ouvir de Santo Ambrósio, que o filho já se tinha convertido. Em 387 receberam Agostinho, seu filho Adeodato e  o amigo Alípio o santo Batismo. 
                                                Agostinho resolveu então voltar, com a mãe para a África. Chegando a Ostia, disse-lhe ela:  "Vendo-te hoje cristão Católico, nada mais me resta a  fazer neste mundo".  Caiu em uma doença grave e morreu, tendo alcançado a  idade de 56 anos. O Filho Agostinho, nas suas célebres "Confissões" , erigiu um monumento indelével à memória da santa mãe. 
                                                O Papa  Alexandre III colocou o  nome de Santa Mônica entre Santos da  Igreja Católica. Sob o pontificado de Martinho V (1430) foi o  corpo de Santa Mônica transportado para  Roma e  depositado na Igreja de Santo Agostinho. 
                                                A devoção a  Santa Mônica tomou novo incremento pelo fato de  ser ela declarada Padroeira das Associações das Mães Cristãs. De Santa Mônica podem as mães aprender o interesse que devem ter pela  salvação dos filhos. 
Reflexões:
Santa Mônica tinha mau marido e  mau filho.  Ambos se  converteram devendo-se atribuir-lhes  a conversão,  à paciência, à caridade, às penitências e  orações da  santa esposa e mãe.  A conversão de um pecador  é um grande milagre, que só de Deus se pode esperar, pelas obras de piedade, nunca, porém, pela impaciência, por palavras pesadas, imprecações, pragas  e  maldições.  
Esposas e mães!  Aprendam com o  exemplo de vida de Santa Mônica,  que com muita oração, piedade e  temor a Deus pode-se corrigir a conduta dos maridos e filhos malvados ou pagãos.  
A filosofia terrena nos tenta  perverter as santas  atitudes.  "Renuncie ao sofrimento",  "tens o direito de ser feliz", nos diz o mundo. Quando as circunstâncias no matrimônio não nos são favoráveis, logo surgem em nossos ouvidos conselhos malignos convidando a abjurar ao sacramento do matrimônio. Bem disse recentemente o Papa Bento XVI ser o divórcio uma "praga social" que disseminou-se pelo mundo nos dias atuais. Santa Mônica  não seguiu e nem nós, devemos  seguir  conceitos  mundanos.  Na hora da necessidade,  devemos suplicar a Deus e em Deus nos apoiar.  Não somos  cidadãos do mundo. Somos  cidadãos com os olhos voltados para o Céu, onde encontra-se a  verdadeira felicidade. Não é à toa  que o divino Mestre nos diz:  "Pois que aproveitará ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua alma?" ou ainda: "Se o mundo vos odeia, sabei que me odiou a  mim antes que vós. Se fôsseis  do  mundo, o mundo vos amaria como sendo seus. Como , porém, não sois  do mundo, mas do mundo vos escolhi, por isso o mundo vos odeia" (Jo 15, 18 - 20) .   
Peçamos a intercessão de Santa Mônica para que verdadeiramente nos  preocupemos com o principal:  "Educar os  filhos na doutrina e no temor de Deus", com a paciência dos santos, que tudo espera e tudo sofre, na certeza de que só pelo caminho da Cruz é que poderemos garantir a nossa salvação e das pessoas mais próximas que conosco convivem, ou seja,  nossa família.  
*  *  *  *  *  *  *  *  *

SANTA MÔNICA

História de Santa Mônica

Santa Mônica
Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho, Padroeira dos pais.

Infância

Monica nasceu no ano de 332, na cidade de Tegaste, na Argélia, que fica no norte da África.
Filha de família abastada, foi criada por uma escrava que criava os filhos dos senhores. Os manuscritos que recolheram a tradição oral sobre Santa Mônica dizem que desde criança ela era muito religiosa e disciplinada. Sempre que podia, Mônica ajudava os mais pobres e demonstrava muita paciência e mansidão.

Esposa

Mônica casou-se com um nobre chamado Patricio. Ele era um decurião, (membro do conselho de Tegaste). Possuía terras, escravos e uma boa posição social. Patrício, porém, era homem rude e violento. Por isso, foi motivo de muito sofrimento e orações de Santa Mônica.

Mãe

Mônica teve 3 filhos: Agostinho, Navigio e Perpétua, que se tornou religiosa. Agostinho era o mais velho e lhe causou muitas tristezas. A dificuldade com Agostinho chegou a tal ponto que, para ensiná-lo que nossas ações neste mundo tem consequências, Mônica o proibiu de entrar  em casa. Mas ela nunca deixou de rezar pela conversão do filho. Rezava também pela conversão do marido e de Navigio, sempre com muita perseverança e paciência, nunca desistiu de sua fé cristã.

Perseverança

Santa Mônica rezou anos a fio pela conversão de seu marido e seus 2 filhos. Sua perseverança foi compensada com a felicidade de ver todos convertidos para Deus. Sua perseverança foi tão marcante que ela rezou durante trinta anos pela conversão de Agostinho sem desanimar. E suas orações foram ouvidas: seu filho mais velho tornou-se o famoso "Santo Agostinho", o santo que influenciou todo o Ocidente cristão e influencia até hoje. Quando escreveu sobre sua mãe, entre outras coisas, ele disse: "ela foi o meu alicerce espiritual, que me conduziu em direção da fé verdadeira. Minha mãe foi a intermediária entre mim e Deus."

Sabedoria e mensagem

Santa Mônica deixou para todas as mães o ensinamento de que além de educar os filhos para viverem em sociedade, é preciso também educa-los para Deus, desenvolvendo neles a vida espiritual. Santa Mônica ensina que mães e pais devem se preocupar com a salvação e santificação de seus filhos.

Falecimento

Santa Mônica faleceu no ano 387, aos 56 anos. Santo Agostinho no seu famoso livro autobiográfico intitulado "Confissões" fez um monumento indelével à memória de Santa Mônica. O corpo de Santa Mônica foi descoberto em 1430. O Papa Martinho V transportou-o para Roma e depositou-o na igreja de Santo Agostinho.

Canonização

Santa Mônica foi canonizada pelo Papa Alexandre lll, por ter sido a responsável pela conversão de Santo Agostinho, ensinado a fé cristã, a moral e a mansidão.
Foi declarada Padroeira das Associações das Mães Cristãs.
Sua festa é comemorada no dia 27 de agosto.

Oração

Nobilíssima Santa Mônica, rogai por todas as mães, principalmente por aquelas mães que se esquecem que ser mãe é sacrificar-se.
Rogai, virtuosa Santa Mônica, para que abram-se as almas de todas as mães, para que elas enxerguem a beleza da vocação materna, a beleza do sacrifício materno.
Rogai, Santa Mônica, para que todas as mães saibam abraçar com Fé o sofrimento e a dor, assumam seus filhos com coragem, como instrumento de santificação para as famílias, e para sua própria santificação. Amém. 


terça-feira, 26 de agosto de 2014

EXAME DE CONSCIÊNCIA DO CATEQUISTA

1 - Falei a Deus sobre meus catequizandos ou apenas falei de Deus aos meus catequizandos?
2- Preparei sempre em casa  os meus encontros ou  apenas improvisei na última hora?
3 - Soube ouvir a criança ou fiquei falando o tempo todo?
4 - Soube cativar minhas crianças para que, através de mim, elas chegassem a Deus? Fui uma revelação da verdade para elas?
5 -Soube receber minhas crianças, com um sorriso acolhedor ou deixei-as se cansarem à minha espera?
6 -Valorizei cada criança como um ser que a mim  confiou?
7 -Procurei atrair os pais de minhas crianças ou, por culpa própria não promovi reuniões e encontro com eles?
8 - Fui uma presença na vida das minhas crianças procurando estar com eles em outras ocasiões que não  na hora restrita dos encontros? Encontrei-me com elas na missa de domingo?
9 - Procurei ler o Evangelho  com  frequência  para com mais conhecimento e segurança  transmitir o amor  de Deus a elas ou, julguei simplesmente que já sei o necessário?
10-Tive o cuidado de transmitir a doutrina ligada à vida para que minhas crianças vivessem como cristãos  ou, preocupei-me apenas com a doutrina, descuidando da vivência cristã?
11-Fui paciente, alegre, comunicativo (a) ou demonstrei mau humor na presença delas?
12-Aproveitei bem o breve contato que posso ter com elas ou, tive pressa em me retirar?
13-Soube orientar a catequese para a Eucaristia, centro da vida cristã e presença de Deus entre nós? Levei-as a ter um grande amor a Jesus Sacramentado?
14-Soube agradecer a Deus a graça e o privilégio de ser chamada à catequese ou, julguei-me sobrecarregada por causa deste trabalho que Deus me confiou?

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Senhor, que cada dia mais o ideal de ser Catequista se apodere de minha alma e se torne uma realidade em minha vida.

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" Se amas o teu apostolado, amas a Deus!"

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SER CATEQUISTA

Não fostes vós que Me escolhestes, mas fui Eu que vos escolhi (JO 15, 16).
SER CATEQUISTA é uma vocação! É um chamado da parte de Deus para uma missão.
“O chamado a SER CATEQUISTA não é algo pessoal, mas obra divina, graça. A missão do catequista está na raiz da palavra ‘catequese’, que vem do grego ‘katechein’ e quer dizer ‘fazer eco’”.

CATEQUISTA é aquele/la que se coloca a serviço da Palavra, que se faz instrumento para que a Palavra ecoe. O Senhor chama você para que, através da sua vida, da sua pessoa, da sua comunicação, a Palavra seja proclamada, Jesus Cristo seja anunciado e testemunhado.

Conforme afirma São Paulo“Não é a nós mesmos que pregamos, mas a Jesus Cristo, o Senhor. Quanto a nós, apresentamo-nos como servos vossos, por causa de Jesus”  (2 Cor 4,5).
CATEQUISTA é aquele que vê no próximo um ser com possibilidades de ser transformado. Não é fazê-lo á nossa semelhança, mas sim avaliar suas potencialidades e deduzir até onde aproveita-las.

SER CATEQUISTA não significa você ser o sábio, mas requer coração forte, vontade firme.

SER CATEQUISTA é semear a esperança com gestos e palavras
e levar a todas as pessoas a mensagem salvadora do amor.

SER CATEQUISTA é experimentar Jesus e assim como Paulo dizer “não sou eu que vivo, mas Cristo que vive em mim, fazendo novas todas as coisas”.
O CATEQUISTA não desiste! A derrota de hoje, pode estar na vitória do amanhã. Repetir com convicção : Vou continuar! É preciso fundamentar essa vocação com a leitura da Palavra de Deus, aprendendo dos simples, ter olhos abertos, atentos á realidade; ter coração humano, fraterno, é ser continuador de Cristo entre os humilhados.

Gostaria de dizer aos catequistas que vale a pena continuar nesse trabalho, mesmo com todas as dificuldades que encontramos. Mas, é mais válido ainda, quando temos a certeza de que estamos plantando a árvore do amor, da justiça, da liberdade, e também da Luta. Como Ele mesmo diz: Eu não.vim trazer a Paz, mas, a Espada… (Mt 10, 34).
Ser catequista é ser a luz do mundo e sal da Terra. ( Mensagem de uma catequista da Paróquia São Paulo
Apóstolo)



PAI NOSSO DO CATEQUISTA

PAI NOSSO DO CATEQUISTA

PAI - NOSSO QUE ESTAIS NO CÉU
Pai de todos nós, vossos seguidores
Pai presente na missão de todos os catequistas
Pai que estais presente nos catequizandos que formamos
Pai, primeiro catequista da humanidade e mestre de sabedoria.
SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME;
Santificado seja o vosso nome nas palavras que pronunciamos
Santificado seja o vosso nome no tempo que dedicamos aos catequizandos
Santificado seja o vosso nome pelo catequista que somos.
VENHA NOS O VOSSO REINO,
Reino de paz e humanidade
Reino de fé e Constância
Reino de forca e coragem
Reino de serviço e doação
SEJA FEITA A VOSSA VONTADE, ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU
Seja feita a vossa vontade nas palavras que dizemos
Seja feita a vossa vontade em tudo que testemunhamos
Seja feita a vossa vontade no testemunho que damos
Seja feita a vossa vontade no coração de todos.
O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DAI HOJE;
Dai-nos o pão da esperança e segurança
Dai-nos o pão da vossa Palavra, o Evangelho
Dai-nos o pão para comer, pão que sacia a fome.
Dai-nos o pão da fé e do vosso Amor, a Eucaristia.
PERDOAI-NOS AS NOSSAS OFENSAS , ASSIM COMO NÓS
PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO;

Perdoai nossa fraqueza na fé
Perdoai nosso desanimo e descompromisso cristão
Perdoai nossa não correspondência ao vosso amor
Perdoem todos os que praticam o mal
E NÃO NOS DEIXEI CAIR EM TENTAÇÃO, MAS LIVRAI-NOS DO MAL
Livrai-nos da tentação, da ambição e do orgulho
Livrai-nos da tentação de não falar em nome da vossa igreja
Livrai-nos da tentação do comodismo
Livrai-nos da tentação de não professar, com atos, a fé que assumimos.AMÉM

domingo, 1 de junho de 2014

ECUMENISMO: VIVENDO A UNIDADE

          ECUMENISMO : Vem da palavra grega oikomene, que quer dizer; todo o universo habitado.
O ecumenismo é uma atitude de vida. É a arte de conviver, não só com a família, os vizinhos e a comunidade de fé, mas com  a humanidade inteira, sem divisões.
        Nossa vocação é viver no dia-a-dia a reconciliação com Deus e a criação. começada por Jesus ( Ef 1,9-10).
        Por costume a Igreja Católica usa:
*A palavra ecumenismo para o diálogo com os cristãos
*E a expressão diálogo religioso com os não cristãos.
       No dia-a-dia, somos ecumênicos até sem perceber. Conhecemos e amamos muitas pessoas não católicas. A dificuldade é respeitar o direito que a outra pessoa tem de pensar, rezar e acreditar em Deus de forma diferente.
     A UNIDADE NA DIFERENÇA
     Diariamente encontramos pessoas que seguem Jesus mas não são católicas. A maioria é de evangélicos que vivem sua fé em Igrejas presbiterianas, pentecostais, luteranas, metodistas reformadas, adventistas etc...Há também os cristãos das Igrejas ortodoxas ou orientais.
     Cada um desses grupos segue Jesus a partir de suas próprias tradições, costumes, ritos, doutrinas etc.Porém, estão unidos no que é mais importante: Creem juntos
* Em Deus Pai, Filho e Espírito Santo
*Em Jesus Cristo Salvador
*Na Palavra de Deus contida na Bíblia
*No Batismo e na Eucaristia

 UNIDADE s não é o mesmo que uniformidade. Unidade é uma atitude de acolhida mútua. Podemo estar unidos na vida, na ação, na oração e na fé, mesmo vivendo, agindo, orando e acreditando de forma diferente.

CREMOS NO MESMO SENHOR
   Católicos, evangélicos, cristãos ortodoxos estão unidos pela fé.Creem no único Deus: Pai, Filho e Espírito Santo. Alguns ressaltam mais  a pessoa do Espírito Santo) pentecostais). Outros, a pessoa do Pai( Ortodoxos). Outros, a pessoa do Filho ( evangélicos tradicionais). Mas é o mesmo Deus, revelado plenamente por Jesus Cristo.
   Outro ponto comum entre a Igreja católica e várias  Igrejas evangélicas é o Batismo, desde que feito com água e em nome da Santíssima Trindade. Os membros batizados de outras Igrejas tem a mesma dignidade e missão do todos os católicos batizados.
    Se um evangélico batizado validamente quiser ser católico, não precisa ser batizado de novo. Se a pessoa tiver sido "batizada" numa Igreja que não tinha compromisso de levá-la a ser  discípula de Jesus Cristo, é preciso batizá-la. É o que ocorre  em relação as Igrejas Brasileiras.
   Em relação à Eucaristia, não existe o mesmo entendimento. Algumas Igrejas creem na real presença de Jesus na Eucaristia e realizam a Ceia.Outras acreditam que a Ceia é apenas um gesto simbólico. Por isso católicos e evangélicos  ainda não participam juntos da Eucaristia. No futuro, é possível que as diferenças sejam superadas.
   Há pontos de desacordo. Por exemplo: a autoridade na Igreja; os ministérios; os sacramentos; a interpretação da Bíblia; a veneração à Maria e aos Santos, etc.Nesses pontos, o importante é conhecermos nossa própria fé e seus fundamentos, respeitando o direito de outros grupos cristãos pensarem e viverem de forma diferente.

ECUMENISMO NA PRÁTICA

NO COTIDIANO - A convivência do dia-a-dia nos leva a conhecer, respeitar  e amar gente de várias crenças. Que as diferenças não sirvam de barreiras para a amizade, a ajuda mútua e a solidariedade.
NA AÇÃO - Sem cooperação entre cristãos, não será possível melhorar a vida do nosso  povo ou transformar as estruturas injustas da sociedade. Até numa situação isolada de necessidade a ajuda mútua é bem-vinda!
NA ORAÇÃO - Cada grupo tem seu jeito de rezar, mas quando as motivações são comuns a  vários grupos, a oração pode  ser em comum também. Especialmente quando o assunto é a unidade dos cristãos.
NA FÉ - Quem consegue dialogar com o outro no nível do cotidiano, da ação e da oração, não terá dificuldades em explicar ao outro sua maneira de acreditar em Jesus, assim como de respeitar a maneira do outro  crer.


ENTÃO...SER CATÓLICO POR QUE?

  Todo católico é chamado a ser ecumênico. A própria palavra Católico quer dizer Universal.Além disso, o ecumenismo faz parte da doutrina oficial da Igreja.
  Quem se diz católico, está se comprometendo a ser ecumênico!
   Algumas Igrejas acreditam que somente seus membros serão salvos. A Igreja Católica acredita que todas as pessoas que amarem concretamente o próximo serão salvas, independente da Igreja a que pertenceram nesta vida ( Mt 25, 31-46).
   Sendo assim, será que vale a pena ser católico? Sem dúvida! Cada Igreja mostra o caminho do Reino de uma forma diferente. Para nós, a Igreja Católica é o melhor caminho. Ela tem a plenitude dos meios de salvação ou seja,, ela dá a melhor orientação para amarmos o nosso próximo concretamente e, assim, sermos salvos.
    Ser católico não salva ninguém: o que salva é a capacidade de amar! Não somos católicos para nossa  própria salvação. Somos católicos para a salvação dos outros: para amar e ensinar às pessoas a se amarem.
   Ser católico não é privilégio: É UMA MISSÃO.

(Texto tirado da revista Ecoando)


A mãe viera visitar a filha recém-casada. A moça apontou pela janela as roupas do varal da vizinha e disse:
Veja aquelas roupas mãe. Achi que a vizinha não gosta muito de usar sabão... A mãe chegou mais perto da janela, observou e disse: Filha, a sujeira que você está vendo não está nas roupas da vizinha, Está no vido da janela....



sábado, 24 de maio de 2014

QUEM É JESUS CRISTO PARA NÓS?

           JESUS É HOMEM
Muitas vezes temos dificuldades em perceber que Jesus é verdadeiro homem, humano como nós.
Ele teve sentimentos e emoções, inteligência e vontade, desejos e medos.
Nasceu de  uma mulher como todo mundo, foi criado numa cultura oprimida como a dos judeus( Gl 4,4).
Teve que aprender a andar, a falar e a enfrentar a vida( Lc 2,  52). Hesitou diante da cruz, mas manteve-se fiel ao projeto do Pai ( Mc 14,36). Por fim, foi ressuscitado pelo Pai por sua fidelidade ( Mc 16,6).
Nós também, temos a esperança de sermos ressuscitados com Ele.
     JESUS É DEUS

   Não podemos esquecer, por outro lado, que Jesus não é um super-herói, um anjo ou uma figura mitológica. Jesus é o Filho de Deus feito homem( Jo1,14)!
Ele é o Senhor da História, luta ao nosso lado pela vitória sobre os poderes humanos que praticam a injustiça e o mal ( Ap 12,10).
   Como o Pai e o Espírito Santo, o Filho Jesus existiu desde sempre e para sempre existirá.
Jesus é Deus presente em nossa historia humana, caminhando conosco nas alegrias  e nas tristezas, na luta contra o mal. Ele é nossa garantia de que não nascemos para a morte, mas para a vida em plenitude ( Jo 10,9-10).
     JESUS É UM DA TRINDADE

Jesus é Deus com o Pai e o Espírito Santo. Não é Deus-sozinho, mas sim Deus-comunidade.
Nosso Deus é comunhão de três Pessoas que vivem uma para o outra totalmente. Esse amor é transbordante, contagia a humanidade. É um chamado a viver no amor e na solidariedade com os irmãos ( Jo 15, 9-14)

     VERDADEIRO DEUS E VERDADEIRO HOMEM

Às vezes, somos tentados a separar os momentos da vida de Jesus em duas partes: os momentos humanos (sofrimentos, dúvidas, confusão, raiva) e os momento divino ( milagres, glória, transfiguração). Mas é impossível fazer essa separação. O Jesus que se emocionava e ficava confuso era o mesmo Jesus que fazia maravilhas no meio  do povo, curava os doentes e anunciava o Reino. É o mesmo Jesus que ressuscitou e está junto do Pai. Jesus e o Filho de Deus  são a mesma pessoa.
   O Filho de Deus sofreu, teve dúvidas, sentiu raiva e compaixão, tristeza e alegria, fome e sede, dor e prazer .Da mesma forma, o homem Jesus de Nazaré realizou milagres, profetizou, anunciou a Boa Notícia do Reino, ensinou o mandamento do amor e manifestou  a Glória do Pai ao doar a própria vida na cruz.








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